A Juíza Virgínia Gaudêncio, titular da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, negou, na manhã desta segunda-feira (31), o pedido de prisão domiciliar ao médico Fernando Cunha Lima. O pediatra é acusado de abusar sexualmente de crianças durante atendimentos médicos.
O pedido de prisão domiciliar foi apresentado pela defesa do réu, que alegou a necessidade de cuidados específicos à sua saúde. No entanto, a magistrada considerou que não havia justificativa suficiente para conceder o benefício. Assim, o médico continuará detido no presídio de Abreu e Lima, em Pernambuco, onde está preso desde o início de março.
A decisão reforça a gravidade das acusações contra o réu e mantém o entendimento de que sua prisão preventiva é necessária para a garantia da ordem pública e o andamento das investigações. O caso tem gerado grande repercussão e preocupação, especialmente entre familiares das vítimas e profissionais da área da saúde.
A defesa ainda pode recorrer da decisão, buscando novas medidas para reverter a negativa da prisão domiciliar. Enquanto isso, o processo segue em tramitação na Justiça, e as autoridades continuam coletando depoimentos e provas que possam esclarecer os fatos e assegurar a responsabilização adequada do acusado.
O caso segue sendo acompanhado com atenção pela sociedade e por órgãos de proteção à infância, dada a gravidade das denúncias e o impacto das investigações sobre a conduta profissional do médico.